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Princípios, perspectivas e aplicação do Chemical Leasing nos processos de produção visando a sustentabilidade

Apresentação do tema

O atual modelo de produção e consumo tem sido uma das principais causas do processo de degradação ambiental, motivada principalmente pela aquisição de produtos desnecessários e descartes inadequados. A proposta do consumo sustentável surgiu como uma tentativa de reversão deste modelo.

O conceito de produção e de consumo sustentáveis resulta de um processo evolutivo iniciado nos anos 1970 e provém de iniciativas para a promoção da chamada produção mais limpa (P+L), ou seja, a produção que utiliza menos recursos naturais e gera menos resíduos (BRASIL, 2018).

Neste contexto, a economia circular é uma alternativa promissora. Apresenta-se como um modelo industrial de sustentabilidade que visa remodelar a cadeia produtiva linear atual para um novo conceito de produção e circulação de recursos (Figura 1). Tem como principal objetivo o uso de energias renováveis, a eliminação ou minimização de componentes tóxicos, e a geração zero ou mínima de resíduos desde a concepção dos produtos (RIBEIRO; KRUGLIANSKAS, 2015).


Figura 1: Evolução do modelo econômico linear para o circular.
Fonte: Circular Economy (2018)

Uma análise realizada pela consultora empresarial americana Mckinsey & Company (NGUYEN et al., 2014) estima que o crescimento da economia circular poderia gerar uma economia de materiais da ordem de US$ 1 trilhão até 2025, com capacidade de geração de mais de 100 mil empregos nos próximos cinco anos (apud SANTOS, 2016). A estas projeções, alia-se uma ampla gama de serviços com grande potencial de desenvolvimento, dentre os quais destacam-se os modelos de negócios que não se enquadram na tradicional produção de bens para o provimento de serviços (CIRCULAR ECONOMY, 2018).

Os modelos de gestão convencionais baseados na compra de produtos químicos possuem poucos incentivos, pois, no cenário atual, tem se evitado o uso destes insumos nos processos produtivos devido ao volume de resíduos gerados durante a fabricação e às perdas existentes nas etapas de transporte, armazenamento e manuseio nas operações (LOZANO, 2012).

O passivo ambiental é um desafio em diferentes setores da indústria. Estudos relacionados à adoção de medidas preventivas e reparatórias têm sido realizados a fim de compensar ou minimizar os impactos ambientais negativos das atividades econômicas potencialmente poluidoras. Atualmente, verifica-se um interesse crescente das empresas em procedimentos nos âmbitos técnico, comercial e operacional que visam eliminar ou reduzir poluentes (MANGONARO, 2010).

Sob esta perspectiva, o Chemical Leasing mostra-se como uma estratégia inovadora na comercialização e no emprego de produtos químicos. Trata-se de um novo modelo de negócio iniciado e subsidiado pelo Ministério Federal Austríaco para Agricultura, Silvicultura, Meio Ambiente e Gestão da Água em conjunto com a United Nations Industrial Development Organization (UNIDO) em 2004 (JAKL, 2011). Originado do conceito de Clean Production, este modelo tem como principais diretrizes promover a racionalização do uso de produtos químicos, o aumento da segurança química e a redução do descarte (OESTREICH, 2014).

O novo aspecto decisivo deste modelo de negócio, que se distingue da relação tradicional fornecedor-usuário, é ter como base de pagamento para a operação comercial o serviço realizado pela substância química (JAKL, 2011). O cliente (consumidor do produto) determina as especificações (padrão de qualidade e função esperada) e o fornecedor desenvolve soluções por meio de produtos, tecnologias de aplicação e/ou treinamentos, e estabelece parcerias com fornecedores de equipamentos, recicladores, entre outros stakeholders da cadeia produtiva (TAVARES, 2018).

Assim, os objetivos entre o fornecedor e o cliente tornam-se alinhados (Figura 2) ao formarem uma parceria para que a performance e o serviço do produto sejam comercializados em vez do volume, resultando em redução de custos, carga de trabalho, emissões, gerenciamento de resíduos e melhor desempenho (JAKL, 2011; TAVARES, 2018).

Atualmente este modelo tem sido aplicado em mais de 14 países em setores como, por exemplo, alimentos e bebidas, automotivo, eletroeletrônicos e petroquímica (DECKER e REINHARD, 2015; SCHWAGER et al., 2016; TAVARES, 2018).


Figura 2: Esquema comparativo entre o modelo tradicional e o modelo chemical leasing de comercialização de produtos químicos.
Fonte: OESTREICH (2014)

A Figura 3 apresentada a seguir mostra os princípios básicos de aplicação deste modelo.


Figura 3: Representação do modelo Chemical Leasing de comercialização de produtos químicos.
Fonte: GRINEVA (2018)

O Chemical Leasing baseia-se na venda de serviços de maneira otimizada e é orientado para a minimização dos riscos à saúde em todas as etapas envolvidas e dos impactos de seus processos e produtos.

Neste modelo, o fornecedor (seja ele produtor, distribuidor ou prestador de serviço) responsabiliza-se pelo emprego das melhores tecnologias e práticas disponíveis, comprometendo-se com a qualidade do produto de seu cliente, bem como seus desempenhos econômico e ambiental. São disponibilizados conhecimento, tecnologia e melhores práticas no lugar do produto, além de programas de treinamento dos funcionários do contratante, que não pagará pela quantidade de produto adquirida, mas pelo benefício resultante de sua aplicação baseada em práticas sustentáveis. Por outro lado, o consumidor paga apenas pelo serviço do produto, evitando custos de desperdício, como os de saúde ocupacional e de compras desnecessárias (MANGONARO, 2010).

Monitoramento em base de artigos

Por se tratar de um conceito inovador adotado por diferentes setores industriais, a visualização do perfil de publicações acerca deste modelo é de grande relevância para a compreensão de seu estado da arte. Os gráficos a seguir foram obtidos através de buscas na base de artigos Scopus. Referencial da Editora Elsevier, que indexa títulos acadêmicos revisados por especialistas, títulos de acesso livre, anais de conferências, publicações comerciais, séries de livros, páginas web de conteúdo científico e patentes de escritórios (SCOPUS, 2018).

A estratégia de busca consistiu na utilização do termo chemical leasing nos campos título, resumo e palavra-chave sem restrição temporal ou por tipo de documento. Foram encontrados 31 documentos compreendidos no período de 2004 a 2017, cuja análise indica a inexistência de um perfil temporal característico (Figura 4).

A Agência Federal do Meio Ambiente de Berlim publicou o primeiro artigo sobre este tema em 2004. O conteúdo da publicação visou imprimir os principais conceitos e perspectivas sobre a implantação deste modelo no redesenho da Política Química da União Européia (STEINHÄUSER et al., 2004).


Figura 4: Evolução do número de artigos publicados sobre o termo Chemical Leasing entre 2004-2017.
Fonte: Autoria própria

Quanto à publicação de artigos por país, pode-se observar que Áustria e Alemanha se destacam na aplicação deste conceito em diferentes setores econômicos, sendo responsáveis pela publicação de 21 artigos científicos, ou seja, aproximadamente 62% do total analisado (Figura 5).


Figura 5: Distribuição dos artigos científicos por países entre o período de 2004-2017.
Fonte: Autoria própria

O pioneirismo da Áustria quanto à adoção deste modelo de negócio pôde ser comprovado durante o Global Chemical Leasing Award, um evento mundial de divulgação do Chemical Leasing promovido pelo governo austríaco em 2010. Constatou-se a redução do consumo de aproximadamente 53.000 toneladas de produtos químicos, uma quantidade correspondente a cerca de um terço do total utilizado por empresas relevantes no país. Outro dado que corrobora o pioneirismo europeu foi a aprovação da Resolução INI/2011/1056 do Parlamento Europeu em 2011. Este documento contém medidas de uso eficiente de matérias-primas na Europa e consagra o conceito de Chemical Leasing nas estratégias de redução de consumos de matérias-primas e redução de resíduos, incentivando o seu apoio pela União Europeia (JAKL, 2011; BARROS et al., 2018).

A distribuição de artigos por área de pesquisa acadêmica (Figura 6) aponta um maior número de publicações no campo Ciência do Meio Ambiente (10 artigos), com ênfase na utilização comercial de produtos químicos e algumas aplicações industriais, tais como limpeza/desengorduramento, decapagem, fundição, refrigeração/lubrificação, preparo de catalisadores e condicionamento de água.


Figura 6: Distribuição dos artigos científicos por área de pesquisa e percentual de publicações pertencentes a cada área entre o período de 2004-2017.
Fonte: Autoria própria

Aplicações

Alguns critérios e princípios têm sido discutidos em âmbito internacional para regular e gerenciar contratos de Chemical Leasing (RICHA, 2018):

  • Definição clara de responsabilidades entre fornecedor e consumidor;
  • Aprimoramento na gestão de SMS com vistas à redução dos riscos de acidentes de trabalho, de exposição ocupacional prolongada a produtos químicos, e dos impactos ambientais;
  • Treinamento de pessoal e atendimento das normas de SMS;
  • Garantia da qualidade do produto ou serviço beneficiado pela aplicação do produto químico;
  • Distribuição equitativa dos benefícios econômicos entre todos os envolvidos; e
  • Desenvolvimento de princípios de cooperação.

Diversas iniciativas tem avançado na utilização deste modelo. A seguir são apresentados quatro exemplos de aplicação de contratos de Chemical Leasing.

 

1) Knjaz Milos e ECOLAB

A ECOLAB é líder mundial no uso de tecnologias limpas e na minimização de desperdício no tratamento de água, higiene e energia. Essa empresa formulou um detergente para pisos com enzimas específicas, não necessitando de enxágue e, por isso, economiza água, tempo e mão de obra (Figura 7). Segundo dados da companhia, esta economia equivale a cerca de 49% de um serviço de limpeza comercial (TAVARES, 2018). Outra formulação de detergente, chamada Pot & Pan, foi elaborada de modo que a concentração do princípio ativo levou à substituição da embalagem de galão por refil em bag (Figura 7). Esta modificação reduziu em 70% o descarte de plástico.


Figura 7: À esquerda, detergente com enzima que descarta o enxágue. À direita, detergente superconcentrado em bag.
Fonte: TAVARES (2018)

Um interessante exemplo de contrato Chemical Leasing foi apresentado pelo Centro Nacional de Produção mais Limpa da República da Sérvia, desenvolvido entre a indústria Knjaz Milos de água mineral e bebidas em geral, com capacidade de produção de 300 milhões de litros de bebidas ao ano e a ECOLAB.

A empresa de bebidas adotou o Chemical Leasing para lubrificação nas esteiras transportadoras de garrafas na área de envase (Figura 8). O seu processo anterior utilizava água e 6000 kg/ano de um produto a base de alquilamidas e ácido acético, substâncias com características tóxicas e corrosivas.


Figura 8: Esteira transportadora de garrafas na empresa Knjaz Milos.
Fonte: AHRENS, 2012

A empresa apresentava um elevado consumo de água e gerava 1500 m3 de efluentes por dia. Além disso, o processo apresentava riscos à saúde, pois a queda e rompimento de garrafas era frequente, com riscos de acidentes. O novo processo passou a utilizar 30% a menos de um produto menos tóxico (4200 kg/ano) e que opera sem uso de água. Com isto, além da redução do consumo, da geração de resíduos de embalagem e de efluentes líquidos, a indústria Knjaz Milos economizou EUR 5700/ano, melhorando as condições de trabalho. Os riscos representados pelos cacos de vidro nos pisos e os aerossóis na área de engarrafamento foram totalmente eliminados (RICHA, 2018).

2) Crown Beverages Limited e Diversey Eastern and Central Africa

A Crown Beverages Limited (CBL), uma companhia de bebidas localizada na Uganda e responsável por produzir bebidas para a franquia da Pepsi-Cola, produz diversas marcas de bebidas para abastecer o mercado local ugandês e exportar para o restante do território africano. Através do modelo de Chemical Leasing, esta empresa aumentou a eficiência de suas fábricas, principalmente quanto ao tratamento de águas e à minimização do consumo de produtos químicos (CHEMICAL LEASING, 2017).

A indústria de bebidas é uma das maiores consumidoras mundiais de água, sendo uma parte significativa desta água usada na lubrificação das esteiras transportadoras de garrafas nas unidades das fábricas e na higienização de garrafas retornáveis. Além disso, a indústria de bebidas apresenta um consumo diário de produtos químicos, como o hidróxido de sódio (NaOH), os aditivos químicos empregados na higienização das garrafas, e os lubrificantes adicionados à água empregada nas esteiras transportadoras, os quais reduzem o atrito e permitem que as garrafas se movam suavemente ao longo da linha de produção (HSINE et al., 2005). O uso destes produtos é responsável pela formação de espuma nos efluentes destas fábricas, encarecendo significativamente o processo de tratamento destes efluentes.

Antes da implementação do modelo de Chemical Leasing, a CBL pagava por unidade de produto químico comprado (em kg ou L) e era responsável pelo uso destes produtos dentro de suas fábricas. Com o modelo, a empresa passou a pagar à Diversey Eastern and Central Africa pela realização do serviço de lubrificação das esteiras e lavagem das garrafas retornáveis, e o pagamento passou a ser feito por unidade de bebida produzida e engarrafada dentro de suas fábricas.

O modelo foi introduzido com sucesso em três linhas de esteiras, assim como na higienização das garrafas retornáveis e das embalagens. Após seis meses, a CBL economizou cerca de $175.000,00 com a redução direta dos custos destes serviços. Verificou-se também uma redução significativa nos gastos com o tratamento dos efluentes líquidos e a diminuição drástica da produção de espuma nos efluentes da CBL (CHEMICAL LEASING, 2017). Na Figura 9 pode-se observar esta diminuição através de fotos do interior de um tanque de tratamento de efluentes.


Figura 9: À esquerda, tanque de tratamento de efluentes antes da implementação do modelo de Chemical Leasing e à direita, após a implementação do modelo.
Fonte: CHEMICAL LEASING, 2017

Outro dado relevante está associado às reduções anuais do consumo de água nas fábricas da CBL em 13000 m³, e ao uso de produtos químicos em 40% na higienização de garrafas retornáveis e em 48% na lubrificação de esteiras transportadoras. Estes resultados totalizaram uma economia anual de $350.000,00 para a CBL (CHEMICAL LEASING, 2017).

Na Tabela 1 estão listadas as principais mudanças ocorridas após a implementação do modelo de Chemical Leasing.

Tabela 1. Dados da CBL antes e após a implementação do modelo de Chemical Leasing

Antes do Chemical Leasing Após o Chemical Leasing
Consumo de 29.000 m³ ao ano de água nas esteiras transportadoras e de 116.000m³ ao ano na lavagem de garrafas retornáveis Consumo de água nas esteiras reduzido em 13.000 m³ ao ano
Consumo de 500 kg de hidróxido de sódio por dia Redução do consumo de hidróxido de sódio em 48%
Os lubrificantes à base de sabão formavam espuma nos efluentes, aumentando significativamente os custos com o tratamentos destes efluentes Redução em 40% do consumo de lubrificantes nas esteiras
Redução do consumo de produtos químicos no tratamento de efluentes líquidos
Redução do consumo de energia, resultando na redução da emissão de CO2 em cerca de 150 toneladas ao ano

Fonte: Autoria própria

 

3) Splosh

A Splosh é uma empresa de pequeno porte especializada na produção de produtos de limpeza para uso doméstico. O seu diferencial está na comercialização de um kit inicial de embalagens diferentes e seus respectivos refis, em que o cliente pode diluir o conteúdo e reutilizá-las (Figura 10). O sistema de compra é online por meio de site e aplicativo para celular (TAVARES, 2018).


Figura 10: Ilustração de um dos kits de refis comercializados pela Splosh.
Fonte: TAVARES (2018)

 

Além da concentração do princípio ativo, que reduz desperdícios, o plástico constituinte da garrafa foi projetado para ser durável, utilizando o álcool polivinílico (PVOH), e o conteúdo líquido foi elaborado para retornar ao ciclo biológico de forma sustentável. Uma vez que somente o refil passa a ser comprado pelo cliente, a reutilização de uma garrafa por 20 vezes, já reduz em 95% a quantidade de resíduo de plástico desperdiçado, conforme reportado pela Fundação Ellen MacArthur (ELLEN MACARTHUR FOUNDATION, 2016).

 

4) Safechem Umwelt Service GmbH

A Safechem, subsidiária da Dow Chemical, é uma empresa dinamarquesa voltada para o fornecimento de soluções relacionadas ao uso sustentável de solventes para limpeza a seco e de metais de alta qualidade (TAVARES, 2018).

Por meio da parceria com a PERO AG formou a joint venture PERO Innovative Services GmbH (fornecedora de equipamentos de alto desempenho para limpeza em diversos campos da indústria), que realizou o serviço de limpeza de peças metálicas produzidas pela empresa austríaca Automobiltechnik Blau. No período de 2005 a 2007, observou-se a redução do consumo de solvente em 71%, do uso de peças em excesso em 66% e de 50% da energia, e negociou o preço por número de partes limpas (JAKL, 2011; TAVARES, 2018). A Figura 11 ilustra o esquema deste tipo de serviço realizado pela companhia.

 


Figura 11: Esquema representativo de Chemical Leasing praticado pela Safechem.
Fonte: TAVARES (2018)

 

Conclusão

A partir das informações apresentadas neste artigo, pode-se afirmar que contratos do tipo Chemical Leasing dependem de uma mudança cultural que viabilize o uso de serviços em detrimento da posse de bens. As vantagens da adoção de um modelo circular estão atreladas à redução da exploração de recursos naturais e ao desenvolvimento de um setor de serviços de maior valor agregado. Entretanto, a observação de uma maior aplicabilidade do Chemical Leasing exige a disrupção tanto na forma de produzir quanto na maneira de consumir os produtos.

 

Referências

AHRENS, R. H. Chemical leasing promises cleaner profits, 2012.
Disponível em:
Acesso em 23/10/2018.

BARROS, M. J.; OLIVEIRA, M. C.; GONÇALES FILHO, M. Ação do leasing químico nos processos de produção visando a sustentabilidade. In: 5th International Academic Workshop: Advances in Cleaner Production, p. 1-19, 2018, São Paulo.

BRASIL. Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Economia Circular. Brasília, 2018.

CHEMICAL LEASING. Lubrication in the Uganda beverage industry, 2017.
Disponível em:
Acesso em 29/09/2018.

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Disponível em: <https://www.circulareconomy.pt/sobre-economia-circular/>
Acesso em 19/10/2018.

DECKER, N.; REINHARD, J. Chemical Leasing Sustainable Chemicals Service Solutions. 2015.
Disponível em:
Acesso em 23/10/2018.

ELLEN MACARTHUR FOUNDATION. The new plastics economy: rethinking the future of plastics. 2016.
Disponível em:
Acesso em 19/10/2018.

GRINEVA, M. Chemical Leasing: the solution to managing chemicals sustainably: 12 things you need to know. 2018.
Disponível em:
Acesso em 29/09/2018.

HSINE, E. A.; BENHAMMOU, A.; PONS, M. N. Water resources management in soft drink industry-water use and wastewater generation. Environmental Technology, v. 26, n. 12, p. 1309–1316, 2005.

JAKL, T. Global Chemical Leasing Award, Technology and Investment, v. 02, p. 20-26, 2011.

LOZANO, R. Towards better embedding sustainability into companies systems: an analysis of voluntary corporate initiatives. Journal of Cleaner Production, v. 25, p. 14–26, 2012.

MANGONARO, J. C. Desenvolvimento sustentável: considerações acerca do desenvolvimento econômico versus passivo ambiental. Revista de Direito Público, v. 05, n. 01, p. 157-168, 2010.

NGUYEN, H.; STUCHTEY, M.; ZILS, M. Remaking the industrial economy. 2014.

Disponível em:
Acesso em 13/10/2018.

OESTREICH, A. Chemical Leasing: negócios inovadores desenhados para o meio ambiente. Rio de Janeiro: 2014.
Disponível em:
Acesso em 23/10/2018.

RIBEIRO, F. M.; KRUGLIANSKAS, I. A economia circular no contexto europeu: conceito e potenciais de contribuição na modernização das políticas de resíduos sólidos. Encontro Internacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente. 2015.RICHA, N. Chemical leasing: uma modalidade de gestão sustentável de produtos químicos, 2018.
Disponível em:
Acesso em 13/10/2018.

SANTOS, V. Economia circular: um novo paradigma para a produção de bens e serviços. 2016.
Disponível em: <https://economiadeservicos.com/2016/04/21/economia-circular-um-novo-paradigma-para-a-producao-de-bens-e-servicos/>
Acesso em 23/10/2018.

SCHWAGER, P.; DECKER, N.; KALTENEGGER, I. Exploring Green Chemistry, 160 Sustainable Chemistry and innovative business models such as Chemical Leasing in the context of international policy discussions. Current Opinion in Green and Sustainable Chemistry, v. 1, p. 18–21, 2016.

SCOPUS. Disponível em: Acesso em 22/10/2018.

STEINHÄUSER, K.G.; RICHTER, S.; GREINER, P.; PENNING, J.; ANGRICK, M. Principles and Perspectives. Environmental Science and Pollution Research, v.11, n. 05, p. 284-290, 2004.

 

TAVARES, A. S. A cadeia produtiva da indústria química no contexto da economia circular. 2018. 162f. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Química, Programa de pós-graduação em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos, Rio de Janeiro, 2018.

 

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