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Czarnikow e usinas no Brasil têm autorização para joint venture de comercialização de etanol

O grupo Czarnikow foi autorizado a estabelecer joint venture com as usinas brasileiras Vale do Tijuco e Canápolis para a criação de uma empresa comercializadora de etanol, de acordo com despacho do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta sexta-feira.

A Czarnikow terá 49% de participação no negócio, contra 26% e 25% das usinas, respectivamente, de acordo com um termo de investimento assinado pelas empresas em 20 de maio e citado pelo Cade em seu parecer sobre o negócio, que foi aprovado sem restrições.

As empresas informaram ao órgão de defesa da concorrência que a operação está alinhada à estratégia da Czarnikow de expansão internacional da atuação nos mercados de comercialização de etanol.

“Dado que existem restrições regulatórias para que empresas controladas por pessoas jurídicas e físicas estrangeiras ingressem no mercado de comercialização de etanol, a entrada do Grupo Czarnikow somente é viável por meio de parcerias”, apontou o Cade.

A empresa de comercialização de etanol terá sede em São Paulo e focará sua atuação na região centro-sul.

A Czarnikow, com sede na Inglaterra, atua em âmbito internacional na comercialização de açúcar e etanol, incluindo importação e exportação, além de em serviços.

A Vale do Tijuco, usina de açúcar e etanol em Uberaba, Minas Gerais, é controlada pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool Participações. Já a Canápolis é uma usina ainda não operacional, com faturamento previsto apenas para a safra 2020/21, controlada pela Canápolis Holding.

O parecer do Cade não cita valores de investimento previstos. Ele aponta, no entanto, que a reguladora ANP exige capital social mínimo de 10 milhões de reais das empresas comercializadoras de etanol.

Luciano Costa

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