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Apesar da vitalidade do mercado consumidor brasileiro, Brasil é uma nação anêmica no quesito inovação tecnológica

Quando esteve aqui em agosto do ano passado, o presidente da CES, maior feira de eletrônicos de consumo do mundo, Gary Shapiro destacou uma verdade incômoda. O executivo lembrou que apesar da vitalidade do nosso mercado consumidor, somos uma nação anêmica no quesito inovação tecnológica. Ele não exagerou. Divulgado em julho do ano passado, o Índice Global de Inovação de 2013 mostrou que o País caiu seis posições em relação ao ano anterior, regredindo para o 64º lugar. Ficamos atrás de Chile (46º), Uruguai (52º), Argentina (56º) e México (63º).

No Brasil, os motivos que travam os processos são conhecidos, entre eles custos de produção, a falta de capital humano e a má qualidade dos ambientes político, regulatório e empresarial (neste critério o País ficou em 95º lugar na lista da inovação). Em certas categorias avaliadas no ranking, o Brasil tem progredido, como no índice de artigos científicos citados e proporção de produtos de alta e média alta tecnologias fabricados.

O problema é que os fatores negativos são altamente influentes. Por exemplo, tramita no Congresso o projeto de um marco legal para a ciência, tecnologia e inovação que “disciplina o estímulo à construção de ambiente especializados e cooperativos”. Não é possível prever quando a iniciativa vai virar realidade. O Marco Civil da Internet, que entrou na pauta do Congresso em 2011, até hoje não conseguiu ser aprovado.

Países que buscam o protagonismo mundial na tecnologia perseguem a inovação. Para a China, não bastou exportar produtos baratos para mundo inteiro. O país vem se esforçando para se posicionar como centro de inovação. A face mais visível desse empenho é a projeção mundial de empresas como Lenovo e Huawei – realidade bem diferente da nossa.

Fonte: Protec.org.br

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